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Cem anos após seu nascimento, Antonin Artaud continua a perturbar profundamente a cultura ocidental. Repudiando com a mesma indignação o naturalismo estéril e o esteticismo dos formalistas, Artaud devota-se à utopia de uma arte “terapêutica da alma”, onde a vida é celebrada em ritual sagrado. Caleidoscópio de textos, sua obra — cartas e manifestos, roteiros e projetos em constante reelaboração, que a editora Perspectiva traz agora ao leitor brasileiro — não pode ser vista como um ensaio datado na história da arte. A presente antologia, ladeando suas poesias e seus depoimentos, sua técnica e sua linguagem, revela um artista coerente no múltiplo: reiventa-se aqui o teatro e o cinema, sonha-se a partir da pintura e da poesia fecundos presságios de demiurgo. A ferida da crueldade artaudiana permanece aberta. Sua linguagem inaugural, hieróglifo vivo a ser decifrado, semente dos happennings e das criações coletivas, de Grotowski e de Robert Wilson, convida a um percurso ainda arriscado pelos obscuros caminhos da criação.

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Linguagem e Vida (Em Portuguese do Brasil), Antonin Artaud, Varios Tradutores, Silvia Fernandes, Regina Correa Rocha, J. Guinsburg

Taal
Jaar van publicatie
2004
Bindwijze
(Paperback),
Staat van het boek
Goed
Prijs
€ 19,49

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Titel
Linguagem e Vida (Em Portuguese do Brasil)
Taal
Portugees
Uitgever
Perspectiva
Jaar van publicatie
2004
Formaat
Paperback
Aantal pagina's
296
ISBN10
8527303280
ISBN13
9788527303286
Reeks
Tags
Aantekening
Cem anos após seu nascimento, Antonin Artaud continua a perturbar profundamente a cultura ocidental. Repudiando com a mesma indignação o naturalismo estéril e o esteticismo dos formalistas, Artaud devota-se à utopia de uma arte “terapêutica da alma”, onde a vida é celebrada em ritual sagrado. Caleidoscópio de textos, sua obra — cartas e manifestos, roteiros e projetos em constante reelaboração, que a editora Perspectiva traz agora ao leitor brasileiro — não pode ser vista como um ensaio datado na história da arte. A presente antologia, ladeando suas poesias e seus depoimentos, sua técnica e sua linguagem, revela um artista coerente no múltiplo: reiventa-se aqui o teatro e o cinema, sonha-se a partir da pintura e da poesia fecundos presságios de demiurgo. A ferida da crueldade artaudiana permanece aberta. Sua linguagem inaugural, hieróglifo vivo a ser decifrado, semente dos happennings e das criações coletivas, de Grotowski e de Robert Wilson, convida a um percurso ainda arriscado pelos obscuros caminhos da criação.