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Em Factótum, segundo romance de Charles Bukowski, publicado em 1975, encontramos mais uma vez Henry Chinaski, alter ego do autor, protagonista de vários dos seus livros e um dos mais célebres anti-heróis da literatura americana. Durante a Segunda Guerra Mundial, o loser Henry (que reaparece mais tarde em Misto-quente) é considerado “inapto para o serviço militar” e não consegue entrar para o exército. Assim, enquanto os Estados Unidos se unem em torno da guerra e os homens alistados são vistos como heróis, Chinaski, sem emprego, sem profissão nem perspectiva, cruza o país, arranjando bicos e trampos, fazendo de tudo um pouco – daí o nome do livro –, na tentativa de subsistir com empregos que não se interponham entre ele e seu grande amor: escrever. Em meio a tragos, perambulações por ruas marginais, tentativas de ser publicado, vivendo da mão para a boca, o autor iniciante Henry Chinaski come o pão que o diabo amassou. Tais trechos, que tratam do escritor em formação, estão entre os mais pungentes e interessantes do livro. Na sua versão do artista quando jovem, Bukowski vê tudo através da lente da desmistificação – desmistifica a imagem do artista romântico e o milagre americano – e faz desse olhar cínico a sua profissão de fé.
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Factótum, Charles Bukowski
- Taal
- Jaar van publicatie
- 2007
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- (Paperback)
Betaalmethoden
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- Titel
- Factótum
- Taal
- Portugees
- Auteurs
- Charles Bukowski
- Uitgever
- L&PM Editores
- Jaar van publicatie
- 2007
- Formaat
- Paperback
- ISBN10
- 8525416614
- ISBN13
- 9788525416612
- Reeks
- Henry Chinaski
- Tags
- Fictie, Historisch thema, Detectives & Thriller, Thrillers, Vrouwen, Hedendaagse literatuur, Klassiekers, Korte Verhalen, Verenigde Staten, Amerikaanse Literatuur, Tweede Wereldoorlog, Maatschappelijke romans, Psychologische thrillers, Seksualiteit & intimiteit, Verfilmd, Amerika, Geschiedenis van de VS, Arbeid, Biografische romans, Los Angeles, Dakloosheid, Gokken, Chinaski
- Eerste editie
- 1975
- Oorspronkelijke titel
- Factotum
- Beoordeling
- 3,95 van 5
- Aantekening
- Em Factótum, segundo romance de Charles Bukowski, publicado em 1975, encontramos mais uma vez Henry Chinaski, alter ego do autor, protagonista de vários dos seus livros e um dos mais célebres anti-heróis da literatura americana. Durante a Segunda Guerra Mundial, o loser Henry (que reaparece mais tarde em Misto-quente) é considerado “inapto para o serviço militar” e não consegue entrar para o exército. Assim, enquanto os Estados Unidos se unem em torno da guerra e os homens alistados são vistos como heróis, Chinaski, sem emprego, sem profissão nem perspectiva, cruza o país, arranjando bicos e trampos, fazendo de tudo um pouco – daí o nome do livro –, na tentativa de subsistir com empregos que não se interponham entre ele e seu grande amor: escrever. Em meio a tragos, perambulações por ruas marginais, tentativas de ser publicado, vivendo da mão para a boca, o autor iniciante Henry Chinaski come o pão que o diabo amassou. Tais trechos, que tratam do escritor em formação, estão entre os mais pungentes e interessantes do livro. Na sua versão do artista quando jovem, Bukowski vê tudo através da lente da desmistificação – desmistifica a imagem do artista romântico e o milagre americano – e faz desse olhar cínico a sua profissão de fé.
